Wednesday, May 27, 2009

Direito à Arquitectura:

 
Luta de mais de 35 anos
Só os arquitectos passam a poder assinar projectos
14.05.2009 - 07h53 Alexandra Prado Coelho
Uma longa luta, de mais de 35 anos, dos arquitectos portugueses chegou ontem ao fim: o decreto 73-73, que permite o exercício da arquitectura a profissionais sem a qualificação necessária para isso, vai ser revogado. A proposta de lei 116/10 foi aprovada na comissão parlamentar de Obras Públicas e será votada amanhã pela Assembleia da República.

“É um momento muito importante na vida dos arquitectos. É um novo ciclo que se abre”, diz João Rodeia, presidente da Ordem dos Arquitectos, declarando-se “muito satisfeito” com o desfecho do processo e, sobretudo, com o facto de a nova lei ter resultado de um acordo “inédito e histórico” com a Ordem dos Engenheiros.

Até aqui, a lei portuguesa permitia que projectos de arquitectura fossem assinados por pessoas sem formação específica na área – nomeadamente engenheiros. A nova lei “consagra a arquitectura para os arquitectos”. E vai mais além do que a revogação do 73-73, decreto maldito no mundo da arquitectura. Reconhece, por exemplo, o trabalho dos arquitectos nas áreas de urbanismo, fiscalização de obra e direcção de obra.

Vai haver ainda um período de transição de cinco anos, mas depois disso, explica Gonçalo Menéres Pimentel, assessor jurídico da Ordem, “qualquer obra, da ponte ao quiosque, tem que ter um projecto de arquitectura necessariamente subscrito por arquitectos”. As únicas excepções são a renovação de interiores em edifícios não classificados e obras “de escassa relevância urbanística”.

Cada obra deve também ter um projecto de engenharia. A fiscalização pode ser feita quer por engenheiros, quer por arquitectos, dependendo da “natureza predominante da obra”. “O que se consagrou – sublinha Menéres Pimentel – é que a actividade de projecto é multidisciplinar”.

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Wednesday, May 20, 2009

Arquitectura à letra:

Fnac Santa Catarina, Quartas-feiras, 18h15

Segundo várias opiniões os arquitectos não gostam de ler.

Preferem ver. Será verdade? A história da arquitectura é assinalada por momentos literários inigualáveis. Se os Quattro Libri de Andrea Palladio são um magnífico catálogo de modelos (onde os desenhos dispensam a leitura), o tratado de Alberti é uma peça literária que ensina a construir sem gastar uma imagem. Rem Koolhaas e Aldo Rossi, cada um à sua maneira entre a Autobiografia Científica e a Nova Iorque Delirante , construíram peças literárias cuja qualidade da escrita se prolongou no alcance disciplinar e efeito cultural das propostas arquitectónicas subjacentes.

Independentemente dos gostos, que há muitos, o livro de arquitectura é um instrumento basilar da cultura contemporânea. Será para servir com mais ou com menos letras? Será necessário forçar os arquitectos a lerem livros de arquitectura? E se não lêem, como será possível editar?

A Dafne Editora organiza este ciclo de debates para procurar estabelecer um balanço possível sobre a relação entre os arquitectos e as letras que habitam os livros.

20 Maio : Escrita

Como se pode criar um argumento a partir da arquitectura?

Como é que um arquitecto se transforma em escritor?

Até que ponto essa construção de sentido pode ser partilhada?

Debate com Manuel Mendes , Pedro Bismarck , Pedro Baía .

Seguido de lançamento do livro

Biaggio Rossetti, Urbanismo renascentista de Domingos Tavares.

 

27 Maio : Edição

Como se desenha a forma de um livro?

Como se articulam os conteúdos que os caracterizam?

Como se constroem as ficções que os alimentam?

Debate com Rui Silva , Susana Lourenço Marques , Pedro Gadanho .

Seguido do lançamento do 1.º volume do bookazine

Beyond, Short Stories on the Post-Contemporary .

 

3 Junho : Uso

Como se pode ler um livro?

Que estratégias para provocar a leitura?

Porque não há crítica da literatura arquitectónica em Portugal?

Debate com Nuno Brandão Costa , Godofredo Pereira , Jorge Figueira .

Os debates, seguidos por um amável beberete aperitivo , serão

moderados por André Tavares.

Dafne Editora / Rua do Breiner, 201 / 4050-126 Porto / tel.fax. 22 200 55 79 / email: dafne@dafne.com.pt

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Tuesday, May 12, 2009

Françoise Choay:


O CEAUCP, Centro de Estudos Arqueológicos das Universidade de Coimbra e Porto, unidade I&D  Nº 281 da FCT, Fundação para a Ciência e  
Tecnologia, promove uma conferência pela Profª Françoise Choay na Universidade de Coimbra, na 3ª feira, 12 de Maio, pelas 16 horas, no  Anfiteatro 1 da Faculdade de Letras, com o tema : “PATRIMOINE ET MODIALISATION. QUELS COMBATS À MENER?”

Instituições e Políticas de Património Cultural

Ciclo de Sessões Abertas - CONVITE

22 de Maio  - Carlos Fortuna e Paulo Peixoto - “Património e Sociedade”
29 de Maio  - Vitor Mestre - “A intervenção no Património: desafios e tensões”


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